/ NodeJS

Iniciando o trabalho com a plataforma de blogging Ghost

Sejam bem vindos a este novo espaço em que pretendo divulgar opiniões e comentários sobre os principais temas que me interessam: gestão pública, política cultural, software livre, cultura hacker e assuntos semelhantes. Pela primeira vez, inicio um projeto de blog fora da plataforma Wordpress, com a qual trabalhei pelo menos nos últimos oito anos com os sites da Viraminas e do Museu da Oralidade. Desta vez, adoto a plataforma de blogagem para mim até então desconhecida Ghost.

Algumas vantagens me atraíram nesta nova plataforma:

  1. Simplicidade de uso e foco no conteúdo: no Ghost, o painel de informações é muito mais prático que o WP, eu chego à area de postagem com muito mais rapidez. Logo, entro, escrevo e publico de forma mais rápida que na antiga plataforma.

  2. Uso da linguagem Markdown, criada justamente para escritores e redatores da web, que evita distrações e nos permite concentrar precisamente no conteúdo.

  3. Mais leveza, com menor consumo de memória e, consequentemente, mais velocidade de processamento, entregando melhor resultado para os leitores. Isto torna-se mais relevante pelo fato de eu usar um droplet modesto da Digital Ocean.

Todas as duas plataformas, entretanto, tem características que me atraem. O fato de serem de código aberto e, portanto, customizáveis e gratuitas, é a principal delas. Enquanto o Wordpress usa MySQL como banco de dados e PHP como linguagem de programação, o Ghost usa Javascript, por meio da plataforma NodeJS, e não usa bancos de dados para salvar as informações.

Por ser mais antigo, o Wordpress foi se sofisticando ao longo do tempo, abrindo-se a uma série de plugins e adaptações. Embora isto seja altamente positivo, também representou uma complicação para o usuário. Hoje parece menos agradável usar o WP simplesmente para entrar e publicar. O painel é recheado de informação em excesso, há muita poluição e pouco incentivo à simples escrita. No Ghost, a simplicidade é para se empolgar.

No entanto, algumas soluções adotadas pelo Ghost são relativamente novas e, por isso, tem algumas desvantagens em relação ao Wordpress -- que tem documentação muito mais vasta, facilitando enormemente os processos de instalação e configuração. No Ghost, sequer há tradução disponível, sendo que para prover o frontend (este layout que você está vendo) em português, foi preciso hackear o código de uma forma não muito conservadora, seguindo este e este tutoriais.

Enfim, aos poucos pretendo explorar mais as características desta nova ferramenta que, aos poucos, vou descobrindo. São muitas novidades e as primeiras impressões são as melhores.

Paulo Morais

Paulo Morais

Jornalista, mestre em Gestão Pública e militante da rede de Pontos de Cultura de Minas Gerais. Fundador da Viraminas Associação Cultural e do projeto Museu da Oralidade, de Três Corações (MG).

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