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Escrever sem distrações

Impressionante como iniciar projetos pessoais, como este site, é complexo e demanda tempo. Tenho essa característica de ser fogo de palha, iniciar projetos com base em uma empolgação momentânea que precisa de um gás extra para se manter.

Desde que adotei esta plataforma Ghost como novo CMS para publicar meus pensamentos e informações profissionais, tenho pesquisado bastante sobre alternativas para publicação. Depois de várias leituras e alguns experimentos, cheguei à conclusão de que é melhor viver sem os editores de texto tradicionais, como o Word ou o Writer, do LibreOffice. Depois que comecei a escrever em texto puro, percebi o quanto perdemos tempo com distrações e inutilitários que os programas mais usados oferecem.

Adotei para meu dia a dia a escrita em editores distraction-free, que, como o nome já sugere, te isolam de tudo o que pode atrapalhar sua concentração na hora de organizar as ideias em parágrafos. O próprio sistema Ghost, no qual escrevo e publico este post, tem um editor de textos fantástico, cuja inspiração, por incrível que pareça, seja nas máquinas de escrever. Pois é, depois de anos de investimentos em design de interfaces e na criação de menus e botões intuitivos, chegamos à conclusão que o mais prático é escrever da forma como os redatores da década de 1960 faziam. Coisas da vida.

Print-screen do editor sem distrações da plataforma Ghost

A captura de tela acima mostra como é a edição no modo distraction-free. No caso do Ghost, ao criar um novo post no blog, ele te direciona ao editor de texto que, após um clique no F11, assume a tela inteira de seu computador, te isolando de notificações, imagens, barras de tarefas e coisas do gênero.

Além disso, a formação é indicada por sinais, por meio do uso da sintaxe Markdown. Você usa sinais como asteriscos, jogo-da-velha e colchetes para indicar listas, seções, links, imagens; em uma linguagem fácil de ser memorizada com pouco tempo de prática.

O markdown não é um aplicativo, é apenas uma linguagem. Seu uso exige um compilador, um programa que faz a conversão do texto puro para pdf, html, odt ou qualquer outro formato em que o redator deseje publicar. Existem inclusive variantes desta linguagem que ajudam na formatação de textos acadêmicos, didáticos e livros. A novidade parecer estranha à primeira vista, mas o uso do markdown é fartamente documentado, tem tutoriais, vídeos e vários editores de texto que contribuem o aprendizado do redator.

É claro que não se trata de um recurso universal, que funcione para todas as situações. Ainda utilizo o Writer do LibreOffice em algumas situações que, no entanto, vão ficando cada vez mais esparsas ao longo do tempo. Seja por curiosidade ou para levar a prática ao dia-a-dia, recomendo o uso desta linguagem de marcação a todos.

Paulo Morais

Paulo Morais

Jornalista, mestre em Gestão Pública e militante da rede de Pontos de Cultura de Minas Gerais. Fundador da Viraminas Associação Cultural e do projeto Museu da Oralidade, de Três Corações (MG).

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